sábado, 12 de janeiro de 2013

FALEMOS DE ATIVOS E PASSIVOS





Se existem corrompidos é porque existem pessoas que corrompem. Se é péssimo para uma sociedade a existência dos primeiros, sem os segundos a corrupção não existiria. O problema, portanto, mais do que (e apenas) nos passivos, está nos ativos. A democracia cairá se não soubermos também identificá-los e continuarmos a olhar apenas para a classe política como bode exclusivo e expiatório. Na verdade, e não isenta esta de culpa, a classe de política é olhada como a origem de um problema bem mais profundo e complexo do que parece, anterior à existência desta como classe. Muito mais do que origem, ela é o meio utilizado por uma outra classe, a financeira. Esta sim, enquanto transportadora de conceitos opostos ao domínio estatal, a origem de todos os problemas políticos atuais, como sabemos. Há que ir então à origem para resolver o presente vivido. Isso e deixar de olhar para os grupos económicos como entidades autómatas, independentes das mãos humanas que as guiam e delas usufruem em detrimento do equilíbrio social. Entre o estado, o ultraliberalismo e a utópica anarquia, meus amigos... Sem qualquer sombra para dúvidas o estado. Quando comparado com as outras duas hipóteses – e peço desculpa pela redundância – é sem dúvida o sistema mais difícil. Mas, também, a única capaz de fazer frente ao liberalismo extremista que vai a trote de grande parte do teor teórico anarquista. 

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