domingo, 30 de dezembro de 2012

É TUDO UMA QUESTÃO DE PROPORCIONALIDADE



Tudo o que na diferença possui a sua homogeneidade atrai-nos. A beleza ou o sublime no seu todo, a parte única que se destaca de todas as partes, o lado obscuro do desejo – da existência –, é tudo uma questão de proporcionalidade. Está mais que visto que, numa escala infinita e selvaticamente variável, o tamanho também importa.  O nosso corpo, portanto, como miserável ponto de referência para os nossos desejos e sentimentos, serve apenas para preencher espaços, pequenos nadas e outros vazios. O que, só por si, comparando-nos com o tamanho do universo, já não é nada mau.

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