quarta-feira, 19 de setembro de 2012

TUDO NOS CHEGA TARDE

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Tudo nos chega tarde… até a morte!
Nunca se satisfaz nem alcança
a doce possessão de uma esperança
quando o desejo nos assalta mais forte.

Tudo pode chegar: mas também se adverte
que tudo chega tarde: a quietação
depois da tragédia: a ovação
quando já a inspiração está inerte.

A justiça mostra-nos a sua balança
quando os seus séculos na História verte
o Tempo mudo que no Orbe avança;

E a glória, essa ninfa da sorte,
só sobre as sepulturas dança.
Tudo nos chega tarde… até a morte!

Julio Flórez,
Um País que Sonha,
100 Anos de Poesia Colombiana

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