domingo, 8 de julho de 2012

SÃO PEDRO DA AFURADA

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Celebra-se o sofrimento de todos os anos
e uma sirene rompe na noite.
Como peixes gigantes, escamados
de homens ao mar, celebram a luta.
No maior, no que serve mais bocas
e pratos, o presidente da câmara. Sabe
discursivo que do rio, corajosos,
partem – heróis de todos os dias
– solitários e poderosos, os que lá ficam.
Sabem, no entanto, estes, ancestrais,
que nem tudo o que vem à rede
é peixe, e que a política,
como sempre, é arraia da mais oportuna que pode haver.
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