terça-feira, 1 de maio de 2012

CARVALHINHO

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Ruínas industriais de tempo indefinido:
campo de jogos, balneários, silvas
e amoras de uma cerâmica perdida.
Aqui e ali, restos não identificados tal
como os cacos enterrados na terra como no tempo,
sombras frescas para uma virgindade
dolorosa, elaborados charros, simples passagem
para uma escola tão violenta
quanto os anos que correm vagarosamente.
Do que vimos, sei e agora confronto,
era o mercado uma faiança de fantasmas, clandestino,
biblioteca perdida
de um grupo de variedades, de legumes,

fruta / talho
sapataria convertidos agora
em condomínio fechado de chaminé protegida.
Entre hoje, ontem
e anteontem, do mesmo vento,
do som de um comboio, de anteriores
e sugestivas devesas,
à velocidade da história, um mundo morrediço mas vivo.
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