sexta-feira, 27 de abril de 2012

SANGUE, ESPELHOS E PALAVRAS

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Foda-se!, agora sim. Anos depois de muita pressão, de insatisfação consequência da imaturidade, dou por mim a escrever um, dois poemas, de dois em dois dias, de semana a semana, de um em três dias, (etc.) e sinto-me satisfeito comigo e com a escrita, mais consciente do que escrevo mas ainda numa luta em frente ao espelho. Disposto a virar os cacos sobre mim e sobre quem me lê, sobre o próprio mundo, agora (hoje e mais do que nunca) sim, foda-se!, vale a pena sangrar. Talvez por isso, entre ser sugestivo ou conclusivo, meus amigos (se mo permitem), prefiro ser sugestivo. É a isso, aliás, que me proponho quando escrevo. Vejo a escrita como uma luta, diária e pessoal; terreno de várias batalhas perdidas e de vitórias que já não nos pertencem, disposto a mudar o mundo.
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