segunda-feira, 2 de abril de 2012

DE PORTA EM PORTA

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Eles andam aí, de porta em porta.
Crentes, trazem a boa nova da liberada
concorrência. Daquilo que fazem,
não sabem muito, o suficiente. Cientes que a verdade
é um pedaço maleável do nada, acreditam piamente
nos subterfúgios retóricos,
trazem na língua o decrescente testemunho esculpido a partir deus.

Eles andam aí, de porta em porta. Acreditam
em tudo o que dizem e pior:
os deuses depositam neles toda a sua fé;
bíblias coloridas
e pequenas estrelas misteriosas.

Eles andam aí, acreditam,
e eu infelizmente pagino tudo aquilo que os deuses lhes escondem.
De uma maneira ou de outra,
acabarei por pagar mais. As minhas convicções e experiência não enganam.
Gostaria, sinceramente, de poder acreditar.

Atentaria contra todo o passado e todo o presente.
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