quinta-feira, 1 de março de 2012

O MEU MITO URBANO-IBÉRICO

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Dom Sebastião e Sancho Pança.
E eu, armado em Cervantes
tardio, a descrever por empréstimo
e metamorfose o destino do meu
país ao longo dos anos
até a um futuro sempre aqui tão próximo e nada promissor.

Armou-se cavaleiro, depois
de muitos excessos e livros de cavalaria,
e tenho, pelo menos, agora
um bode supositório. Se é que Dom
Quixote existiu, meus
fronteiriços:
temos pena. Perdeu-se contra moinhos em Ceuta.
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