domingo, 5 de fevereiro de 2012

LIÇÃO DE MORAL

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Depois de todo o folclore levantado à volta de um primeiro post do Nelinho, o censor, de quem fui vítima por me referir a «terceiros» (a um tal José Mário Silva), dei por mim a ler um texto da qual faz parte o seguinte trecho, que, independentemente de ser de alguém importante para a crítica literária na internet, me maravilhou mas que não me impede de barbaridades opinativas. Por exemplo, e que assim sirva: o senhor é capaz de opiniões destas e de piores, como todos nós… já no que diz respeito à sua escrita, enquanto escritor, nota-se (do que li) que aprendeu a «manuseá-la» mas perdeu a naturalidade necessária, ou seja: não é nem pode, assim, talvez por excesso de técnica, ser um bom escritor… E tudo isto para quê?, perguntas tu, ó Nelinho*. Simples: para perceberes que, no mundo literário, como em quase tudo na vida, para se ser reconhecido, mais vale sê-lo do que parecê-lo, irmos atrás da febre dos outros por parolice e falta de vontade própria, a meu ver, não nos fica nada bem. E olha que em tempos como este, ter medo também não.  


«Não há fórmulas. Nem para o sucesso de crítica, nem para o sucesso de público. Haverá apenas a honestidade intelectual do trabalho e da exigência. E isto não é nenhuma decorrência de uma qualquer ética calvinista do trabalho. É apenas uma exigência da própria língua. Escrever é aprender a manuseá-la.»
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*tinha jurado a mim mesmo que, depois de antigas polémicas, não faria mais links para espaços da blogosfera. todavia, depois de relativizar construtivamente, dei por mim a desculpar-me.

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