quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

E COMO OS CLÁSSICOS, POR CONHECIMENTO DE CAUSA, NÃO ME DEIXAM DE SURPREENDER*

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Depois ler a coisa seguinte, na antologia romana organizada pela maior carcaça clássica ainda viva do nosso mundo literário, dei por mim, como não poderia deixar de ser, a pesquisar sobre o seu autor. A dada altura, no wikipédia, encontro o pretexto que procurava para publicar a referida coisa, e não é para menos: «Plauto foi por vezes acusado de pregar a indiferença pública e até mesmo de ridicularizar os deuses.» Que mais, nesta minha odisseia umbilical perpetuada coerentemente (seja lá isso o que for) neste espaço, podem pedir? Ah! O nome: Plauto; dizem que era um dramaturgo romano. A prova de que quem sai ou se cola aos seus (por escolha e apropriação), também degenera.



O público romano no séc. a.C.

Agora há outro pedido que Júpiter me mandou fazer-vos:
que os inspectores vão por todo o anfiteatro
para olhar pelos espectadores em seus lugares.
Se acaso virem pessoas mandadas para aplaudir,
que lhe tirem as togas do penhor, aqui no anfiteatro.
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É em mérito que se deve competir, não em protectores.
Já tem protecção que chegue quem proceder bem,
se aqueles de quem depende forem de boa fé.


*para além de achar que os clássicos são mas não sempre, vá lá sobrevalorizados benignamente, nunca é de mais repetir: é feio e pretensioso recorrer em pleno século XXI, por questões estéticas e éticas, a gente que já morreu há muitos anos e que, no que toca a superficialidades a História já evidenciou, natural e enjeitada, o suficiente.   

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