segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

COINCIDÊNCIAS DA VIDA

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Ontem estive o dia todo, literalmente, de cama. Enfermidades à parte, já não me acontecia tal há já uma boa dúzia de anos. Hoje, domingo, depois de falhar como treinador e pela primeira vez um jogo da minha equipa, a minha missa semanal de domingo, vi o Benfica, bebi muita água e, para justificá-la e não fugir abruptamente à doença, vi muita merda televisiva. É óbvio que não estou a falar no Benfica, que ganhou e ainda teve direito a uma insinuação fantástica mas bem pertinente e bem enfiada por parte de Luís Olim, jogador do Marítimo. Que, quando questionado sobre a expulsão de um colega, e antes de uma breve legitimação em defesa da sua camisola, disse sarcasticamente: «A jogar com dez ficou mais difícil. O importante é que o Benfica venceu e o povo português está mais feliz. Esta semana vai ser mais produtiva e o povo vai esquecer que não haverá tolerância de ponto no Carnaval». Não, disso eu gostei, genéricos à parte, momento aliás bem mais alto do que qualquer golo do meu clube. Quanto falo de merda televisiva refiro-me à cavalgadela que veio de seguida: um programa na terceira posição da tv em que um concorrente passava provas de estudante caloiro de filmes americanos; um na posição seguinte em que famosos portugueses interpretavam, ganhando outra verosimilhança, cantores estrangeiros; e uma série na cinquenta e tal sobre putos com poderes. Nesta última, pois depois desliguei a tv e liguei o portátil, ouvi uma música conhecida do meu ouvido – daquelas que nunca me tinha feito questionar o autor. Averiguei, ouvi, reouvi, continuei a gostar e entretanto abri o email. Nem de propósito, e é isto que me fascina na vida, a consequência, enquanto probabilidade, a fazer-me gargalhar cerebralmente: 
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