quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

.
.



















Tudo o que fica é paixão.
Não sou doente. Prenderam-me. Consideram-me incapaz.

Quem são os meus juízes? Os que responderam por mim.
Fiz da poesia o meu caminho. Paguei por tudo.
Senti de imediato que tinha que mudar de vida.

Longe do mundo. E isolei-me. Fui-me de todos, até de mim?
É hoje a demência um estado natural.
Todas as palavras são essenciais. O difícil é dar com elas.
O delírio são instantes. Pode durar toda uma vida.
A minha poesia é toda medida.
A arte tem que voltar a ser um acto de sinceridade.
.
.
Jacobo Fijman,
Poemas
.

Sem comentários: