segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"HUMANISMO, MERCANCIA E CELEBRAÇÃO IMPERIAL"

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Emprenham-nos as agências noticiosas pelos ouvidos
e a diáspora do reino
cresce ao deus dará, negros de um lado e negros
do outro, por dentro e por fora.
Desce o dos céus à superfície
e a terra é já quase una, para lá caminha.
Se nem a África se safou, muito menos a Ásia, o Médio-Oriente,

depois dos estúpidos anos da escravatura
continuam a justificar a condição humana para proveito,
a promover o ócio do outro lado do papel,
a separação do bem e do mal por posicionamento e egoísmo.

Vale-nos a sabedoria milenar
que partiu daqui para os mares: e viu nos negros,
a partir desta península, do Restelo,
a mão-de-obra como símbolo apropriado para fomentar paraísos
perdidos, riquezas
e crenças, a escuridão que nos iluminará despovoado o mundo.
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