quarta-feira, 19 de outubro de 2011

VERÃO

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Desembainhando eficaz
o verão na minha
memória, encontro uma serra

fictícia e uma linha de comboio,
o meu pai, a minha mãe, o meu irmão
e cavalitas; cores desbotadas
de artífices de época, estações

e apeadeiros ultrapassados
pelo atraso e pelos próprios pés.

Via, à chegada, no mar
o horizonte
e percebia quedas de água

e ainda hoje acredito nisso.
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