terça-feira, 11 de outubro de 2011

LARANJAS FILOSOFAIS

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Uma laranja reluzente, sob anémica
luz de cozinha
denuncia muita coisa.
O mundo, lá fora –
de noite – é paradoxal
e seu contemporâneo, pouco
pode ter a ver
com a sua cor. Outra, trazida pelo meu senhorio,
ocular e áspera, na semana
passada, feia,
denuncia o lado verdadeiro da própria beleza.
O mundo, cheio de alternativas, tal como
este poema, deixou
por escolha de fazer sentido.

Não como nem
uma nem outra:
nenhuma; comparar sabores para já não chega
e é a noite
agora uma criança, resta-me
uma conjugada/posterior observação sob a luz do dia.
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