sábado, 22 de outubro de 2011

HASTA LA VITORIA, SIEMPRE?

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Frase bastante imagética de um Cubano conhecido meu, depois de tentar perceber, para desmistificar, a ideia americanizada que temos de Cuba no ocidente:

En Cuba – levanta o dedo indicador e eleva-o rápido – Fidel face así, en tu cullo. Aquí en Europa, no. Aquí – levanta novamente o mesmo dedo – los políticos – descrevendo círculos rápidos e bem grandes com o mesmo – wow! Wow! Wow! en tu cullo! Esta es la diferencia.

Tenho no mínimo a esperança de um dia ver, tendo em conta este tempo, de cavalgadura, o estado a dar senhas de comida para o pessoal poder ter certos bens básicos da alimentação. Lá, fazendo lembrar mamices descontroladas daqui, independentemente de teres ou não um trabalho, rendimentos ou não, é um bem adquirido. Se quisermos no entanto falar de saúde, posso vos dizer o seguinte: fora as carências delimitadas pelo embargo americano, temos um sistema nacional de saúde gratuito (com algumas áreas em que são mundialmente reconhecidos) e até medicamentos bem mais baratos do que aqui, mesmo tendo em conta a relação preço \ qualidade dos dois países. Não é, porém, um mundo perfeito, longe disso, mas longe disso também a ideia assombrosa que assola, comum, os mais diversos ocidentais, crédulos de que Fidel come criancinhas ao pequeno-almoço e\ou de que a dissidência ao seu poder é sinónimo de gente boa para Cuba que não assenta em valores como aqueles que, ideologicamente semelhantes, nos trouxeram até esta crise mundial; mas a verdade não é essa e felizmente o meu companheiro latino, mais a latina também cubana que anda no meu curso, que me apresentou a este ser, diga-se, por observação e constatação, bastante político, não caem no exagero e conseguem relativizar as coisas ao ponto de discordarem disto ou daquilo sem contaminar o todo. E mais, sem desacreditar de todo a raça humana.

Para comprar cinicamente aqueles que mesmo assim desconfiam, até digo mais: grandes companhias europeias de lojas de roupa estão assentes em Cuba, existe até uma cadeia de supermercados italiana. Que me dizem? Digo eu, então e aproveitando uma pergunta e contra resposta em forma de pergunta feita agora mesmo pela minha sobrinha relativamente ao cemitério silencioso a metros da janela do meu quarto, não assim tão a despropósito como aparentemente parece: É para pousar as flores?
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