terça-feira, 6 de setembro de 2011

O VALOR DO OURO ENQUANTO METÁFORA

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REPOUSO NA DESGRAÇA
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Desgraça, que me devassas
Desgraça, senta-te,
Repousa-te
Repousemo-nos um pouco tu e eu,
Repousa,
Encontras-me, experimentas-me, demonstras-me.
Eu sou a tua ruína.

Meu grande teatro, minha fornalha, meu porto
Minha cave de ouro
Meu futuro, minha verdadeira mãe, meu horizonte.
Abandono-me,
No teu esplendor, na tua amplitude, no meu horror.
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Henri Michaux,
Antologia
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