sexta-feira, 19 de agosto de 2011

RUBAIYAT

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35

(…)
Em vez de te abandonares a esse irmão da Morte,
bebe vinho. Tens a eternidade para dormir.»

37

(…)
O Paraíso, para mim, é um instante de paz.

42

(…)
O ruído dos tambores apenas agrada à distância.»

65

Os homens tacanhos ou orgulhosos
estabelecem uma diferença entre a alma e o corpo.
Eu apenas afirmo uma coisa:
o vinho dilui os nossos cuidados
e proporciona-nos a perfeita quietude.

149

Senhor, colocaste mil armadilhas invisíveis
sobre a estrada que seguimos e disseste-nos:
«Desgraçado, aquele que não as evitar!»
Tu vês tudo, sabes tudo. Nada acontece sem a tua permissão.
Seremos nós responsáveis pelas nossas faltas?
Podes, tu, reprovar-me a minha revolta?



Omar Khayyam,
Odes ao Vinho
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