quarta-feira, 8 de junho de 2011

PORTUGAL, SÉCULO XXI

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Diria O’Neill se falasse na prancha
de Cesariny: “Mas como falo do país
falo do 8 e do 80, do país dos bananas
feito de polpa, de uma sociedade
esquecida que só se lembra da velha”:
“Ai!... as cruzes, as minhas cruzes!
dêem-me rosas, flores de laranjeira, red
fish, um fadinho azul para aquecer
a minha santa alma!” Mas como não fala,
escreve, lê-se o seguinte: “Quando não se parte
para uma aventura, não há como voltar,
há mar e mar, e o bom GARGALHEM
português agarra-se às bóias”. E podia, muito
bem! falar de outras coisas escrevendo:
Sinto-me um António Aleixo sem rima
nem metro, arrítmico, esquizofrénico;
mas isto sou apenas eu a vir à tona
no país onde não se sabe comunicar,
país cheio de balões e aos quadradinhos,
entregue a uivos e à bicharada.
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