quarta-feira, 25 de maio de 2011

25 de abril de 2011

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É certo que não o vivi
e não passa agora de uma efeméride
festiva. Que neste corpo orgulhoso
e sem pátria, guardo memórias colectivas,
pedaços de infância
numa associação recreativa de bairro,
envolto em bailaricos e revistas fatelas.

Esperar não é uma solução, já se sabe,
obriga-nos a uma plataforma escorregadia
baixa e inútil, a propostas demagógicas
que nos trarão a desilusão
e o hábito dos homens, a ilusão e o encanto perigoso
das mulheres: como se qualquer
mudança pudesse ser insuficiente.

Pouco sei do que nos espera.
Sinceramente. E do que sei (estragaria
a festa), não devo nem quero falar.
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