sábado, 11 de dezembro de 2010

FALSO TESTEMUNHO

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I


E então regressam
os dias. Em que a dor é verdadeira
porque se quer escrita, maior
que o mundo.

A causa, insignificante,
assim é: um falso
testemunho para tirar peso
à razão, cheia
de atributos e convicções;

aguento
porém o choque: a estrela cadente
no intervalo aqui feito para um cigarro.

II


Não resisto à superstição
mesmo sabendo-a
uma mentira, amostra de desespero.
Peço agora à noite
que amanhã, iluminado pelo sol,
pelo gelo do outono,
este dia não se repita.

Tenho as referidas convicções
e o sono, para, nunca
pior, assim mo confirmarem.

III


Quero que fique
escrito este meu desejo.
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