quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SETE HORAS, ANTES DE MORRER

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Acordo de manhã
e mil camadas de edredões
até ao cume
do desconforto. Felizmente,
julgo por momentos,
ninguém ao lado.
Se assim não fosse,
qualquer braço seria
suficiente para me impedir
o esforço. Acordo, visto-me,
olho-me ao espelho
e desejo que o mundo
acabe pelo menos
por hoje. Fora da espada
e da parede
um frio lá fora que nos lamina.
Valem muito as poucas
pessoas que nos vão
e podem salvar
deste abismo excessivo.
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