segunda-feira, 25 de outubro de 2010

PACTO DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO

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Ouvimos todos.
Estávamos à mesa.
A minha sobrinha, feliz da vida inocente que leva
do alto dos seus quase
três anos, a pedir ossos
para retomar a chucha que já não quer.
E nós, atabalhoados pelas notícias,
a ouvir mais uma novidade
que chega à terra. O governo, infeliz lacaio
de gente sem máscara,
e que portanto não conhecemos,
decidido a mais um aumento:
a mais uma tesourada nas suas próprias
mãos. E nós, atabalhoados ainda
pelo choro da outra de meses,
a comer arroz de cabidela
bem à moda dos nossos tempos:
sem qualquer tipo de pejo
e com alguma e justificada ansiedade abstracta
como exemplarmente mandam as regras.
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