segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"A NEVE DO RIO"

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A coisa anterior, parece-me, tem força suficiente para se chamar poema. Enquanto lia o respectivo que o originou (Um milhar de colinas, mas nenhum pássaro voa, / Dez mil caminhos, mas o rasto de ninguém. / Um barco solitário, um velho de chapéu de palha, / Pescando sozinho na neve fria do rio.), de onde saquei, qual ladrão, a epígrafe, deparei-me com tamanho cenário: o mundo despido de homens; da própria desolação confortável e egoísta que o poeta chinês, privilegiado ou dado a privilégios de outros, poucos, quis impor à situação. Não tenho nada contra, simplesmente quero validar a mensagem anterior, agora pela terceira vez, como poema. Arredar-nos da possessão respectivamente natural e evolutiva do mundo.   
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