quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PERSPECTIVAÇÕES PARA A COMPREENSÃO DAQUILO QUE ESCREVO (COM POMPA E CIRCUNSTÂNCIA)

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Serviram-me uma vez
poesia num prato. Queijinhos
de entrada,
talheres todos catitas, e umas batatinhas
a murro com creme de não-sei-
-o-quê. Gostei.

Certo dia pediram-me para
servir à mesa: poesia. Disse logo
que não estava
talhado para grandes suores, que a minha
posição e dinheiro
não me obrigam a tamanha
subserviência. No máximo

dos máximos, preferiria
ir a um self-service. Mas
mesmo aí, se tiver
que reclamar também reclamo
- quanto mais
não seja por não me servirem
nas melhores condições.

Talvez por isso,
nos devidos estabelecimentos
(tradicionais ou não), e por uma questão
de liberdade, haja
sempre um livro de
reclamações: para justificar
os mais inconvenientes

que, normalmente,
já se sabe, são
os mais tesos,
os que mais exigem de tudo e todos.
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