domingo, 22 de agosto de 2010

A EDUCAÇÃO E O CONHECIMENTO

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O homem ocidental (hiper-moderno?), que se diz e quer ser livre, parece um meio-irmão vindouro do homem moderno que quis ser muito rico e poderoso. Têm muitas semelhanças. Cada um do seu lado do espelho ambiciona o mesmo: um egoísmo fisiológico, de sobrevivência, que lhes leva o discernimento: a compreensão das realidades que tanto querem, no fundo, dominar. Algo que, por falta de amplitude, os ultrapassa na busca dessa mesma solúvel compreensão. Este tipo de homem, pelo que me parece, vive hermeticamente fechado nos circuitos retóricos da coerência que lhe impuseram. Por muito que não queira, atenta contra os desígnios construtivos ou ainda abstractos e verdes da própria liberdade que tanto defende e com que acusa como quem impõe uma bandeira de puritanismo sacro. Tenho pena, no entanto, talvez por importância, de não me conseguir pôr, de modo algum e como noutros assuntos, de parte, pois esta coisa de viver inserido em determinados meios impõe os seus estragos. Eu que, infelizmente, nunca me zanguei seriamente com alguém na vida e que sou contra poucos contra-todos, gosto no entanto de contar histórias de pequenos bichos estranhos de nome estranho com nome de anedota. Mais do que acusar, gosto de tentar alargar estranhamente o conhecimento, e as pessoas, tal como eu, muitas vezes, não compreendem isso. Cingem-se à primeira imagem como quem vê distraído televisão.
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