domingo, 4 de julho de 2010

CIDADE FANTASMA

 .
 .

Quero construir
uma cidade dentro de ti.

Levantar casas
e cafés, manicómios
centros de saúde,
uma escola e um jardim público,
sem canteiros
e com espinhos.

À velocidade
serena de um cruzeiro,
sem que caiam entretanto
os primeiros,
elevá-los um a um,
as vigas mestras de um passado.

Eu que confio
plenamente nas juntas
de dilatação
dos sentidos e não acredito
nos arranha-céus.
.

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