terça-feira, 29 de junho de 2010

GAIVOTAS

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 .

Passam estúpidas
como o tempo, gritam sôfregas
como crianças. E violentam, muitas, o céu
e o final de tarde nesta cidade.
Migração suburbana,
só lhe posso chamar isso.

Da fome, que nem todos
compreendemos, crescem outros tipos
de sobrevivência.

Voltam da lixeira
municipal e amanhã
é outro dia.
Até que a morte nos separe.
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