quarta-feira, 19 de maio de 2010

PLIM!

 .
 .
As putas da literatura
não se limitam à loucura dos seus gostos,
das suas idio(ti)ssincrasias,
debitam e esmifram catálogos
de editoras, para assim recolherem das páginas

um pouco do futuro que tanto negam,
revoltados contra a vigente magia do costume.
De pernas abertas, material ao alto,
vão repetindo, com afinco,
o preço exacto do gosto;
pequenas interjeições de um prazer para futuro
a ser atingido

como quem abate um orgasmo.
Acham, entre livros e borlas, que o lugar do que escreve
é sentado numa cadeira;
enquanto metem o dedo no cu.
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