quarta-feira, 14 de abril de 2010

REALIDADE ABSOLUTA

 .
 .

A loucura não é o sentimento de solidão
acompanhado por muitos, do teu apreço
que não chegam para colmatar
a tristeza espacial de uma cidade, de uma casa,
enquanto escreves ou lês numa tarde de sol,
a pensar em todos esses que de longe
hoje, neste momento te acompanham.
É, acima de tudo, essa obrigação injusta que sentes
e impões, higienicamente, para esconder o desespero
que pode desequilibrar o peso dos dias.
A loucura - como quem aceita opcionalmente
a própria morte - é tu quereres, a cada baforada
morrer sozinho longe de tudo, de todos,
como se isso não fosse já uma realidade absoluta.
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2 comentários:

Anónimo disse...

Olá,

isto é das melhores cenas que já li tuas.


Abraço

Daniel Ferreira disse...

Ainda bem, fico feliz por sabê-lo. Só é pena não saber quem és. :)

Forte Abraço!