quarta-feira, 14 de abril de 2010

NÓ DO FOJO

 .

                                            1957-2009


E a minha vida é agora estranha,
encaro coisas como nunca tinha visto.
Nunca uma chaminé (que há-de
cair) me disse tanto
sobre ti, pai. Há qualquer coisa,
nela, que me diz
que não poderia ter sido a mãe,
uma voz, que me sussurra
que falar para ti
é demasiado absurdo
e a cerâmica já fechou.

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