quinta-feira, 11 de março de 2010

A PSICOSE CONTROLADA OU O PRINCÍPIO DE UMA REALIDADE QUE NUNCA EXISTIU ATÉ ENTÃO

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Se formos inteligentes e soubermos separar as águas, há na internet um diálogo literário mais construtivo do que o que alguma vez os meios académicos imaginaram. O princípio mais correcto, à feição do que penso, está em não disparar argumentos sobre um e mesmo assunto. O segredo comunicacional essencial nestes tempos, pelo menos se quisermos evoluir, ou involuir, parte de um pressuposto bastante simples: a comunicação indirecta e interactiva com tudo aquilo que lemos de outros como nós. Queiramos concordar ou discordar, é sempre bom confrontar e partir ideias com outrem sem que necessariamente ambas as partes tenham noção do que se passa entre uma formalização e uma interpretação, uma forma natural de estabelecer uma comunal e orgânica construção capaz de fugir aos poços de razão pessoal, a que se pode também chamar, falando no plural, egoísmo por afastamento - inevitável e em crescente. É essa a verdadeira procura de novos caminhos para as palavras, nunca antes percorridos. Da assunção de uma possível voz única e universal pode acontecer tudo, sobretudo se soubermos, pelo menos uma vez, ligar e desligar a realidade historicontínua do pensamento humano. E o sonho de qualquer escritor, enquanto pessoa, infelizmentemente é este. Nem eu fujo esta concepção agora estruturada, a este erro tremendo mas tão humano como a inumanidade deste novo milénio; o da inevitabilidade sempre aparente.
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