segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ESCRUTÍNIO


Não sou pessoa, e cada vez menos, de falar das coisas à toa, e hoje, depois de visitar esta página magnífica, cheguei a uma conclusão: os gajos do cds-pp - mas não todos - têm uma coisa em comum. Antes de mais, embora nunca tenha desistido do meu direito de voto, de contribuir para a causa comum, confesso, decidi, desculpem a sinceridade, deixar de votar. Não é que não tenha uma elevada consideração pela democracia, simplesmente perdi o meu boletim de voto e tinha dois; já não sei do outro. Agora, para desacreditarem que sou um chato do caralho, vou passar rectamente ao assunto. Os deputados do cds, como dizia, mas não todos, por que alguns não têm muito que se lhe diga, têm, a meu ver, pinta de cromo (Pedro Mota Soares, João Almeida, Nuno Magalhães, Paulo Portas e Telmo Correia, por exemplo); poupo no entanto a Teresa Caeiro, que dizia conhecer todos os camionistas das áreas de serviço de leiria, e a grande e única Cecília Meireles, poeta brasileira de grande calibre, que, se tiver um cu que faça jus à cara, deve fazer, com ele, um torcidinho à brasileira de alto nível. Estando eu a fugir ao assunto e querendo de todo reforçar a minha posição, vou mais uma vez tentar ir directo à questão. Como dizia, os gajos do cds têm pinta de cromo, mas não, claro, de um tipo de cromo qualquer, insignificante. Na verdade, e talvez esteja aí a razão da sua severidade e sentido de oportunidade galopante, fazem-me lembrar os cromos a quem fodíamos a boca (eu e os outros) na escola, naquela idade em que somos das criaturas mais cruéis à face da terra e gostamos de nos chafurdar na lama como porcos, no tempo em que o bullying ainda não existia. Acreditem, entre os meus oito e treze anos, se tivesse um gajo destes como companheiro de carteira, ou de recreio, seria pancada e cuspo pela certa; seria até capaz de lhes enfiar, se as tivesse à mão, pedrinhas no cu, excepto ao Paulo Portas, pois os prazeres, como se sabe, pagam-se bem, cada vez mais e mais e mais. Não pensem, no entanto, que se pudesse votar, se tivesse boletim, não votaria no cds; votaria, ou como se diz no porto, botaria, com muito gosto - e sem generalizar a descriminação - pedrinhas no cu de todos os outros. Eu gosto, eles gostam. Se acho, indignado, que a solução para eles é pedrinhas no cu, eles acham que sem dúvida é um aliciante incontornável e digno de ser assinalado nas suas propostas pré-eleitorais. Daí todo este meu fascínio. Sou um gajo às direitas.

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