sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

CONDENADOS PELO ARCO IRÍS



                                                        Jean-Nicolas ArthurlRimbaud


Já dizia aquele rapaz, o do negócio de armas,
enquanto eu sorria dos tomates do meu bisavô.
Vivemos condenados pela cor (pelo pote escondido
atrás das cores) pela semântica corrosiva
que se alastra teimosa no corpo.
E esta inocência, esta falsa inocência
à procura de expiações maiores,
estes bodes gigantes controlados por andas.


Sem comentários: